
Uma crescente em quase toda as cidades é a apropriação do espaço público
para fins particulares e os vazios urbanos coletivos subutilizados.
Nossa cidade não deixa de ter esse desafio a ser superado pelo ente
federativo municipal.
Um dos problemas crescente e comumente notado
nas cidades é, as áreas públicas sendo tomadas por comércios em grande
parte informal, e nossas calçadas se tornando privadas, diminuindo a área de circulação para os pedestres.
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Um outro problema crescente é o uso das praças para fins privados,
gerando uma circulação dos usuários de acordo com o comércio instalado
em tal local, de certa forma excluindo alguns usuários em detrimento de
outros, ou a subutilização das praças públicas, em geral causado pela má
conservação do espaço, evidenciando a falta de visão ou de
comprometimento do poder local com a gestão de alguns espaços públicos.
Não que a concessão ou doação de certos locas estratégicos seja ao todo
ruim, mas de maneira sorrateira e interesseira que é realizada evidencia
o clientelismo eleitoreiro local.
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Gostaria de elencar um caso
recente em Várzea (não tão recente, digamos constante). A ocupação da
praça que se encontra atrás da igreja católica. A cerca de alguns anos
esse local foi tomado como apoio para o leilão da Festa de São Pedro, e
não mais retornou a população local, ou por falta de interesse do poder
local, ou pela subutilização do espaço supracitado, ou por algum outro
motivo oculto (que cabe ao ocultismo desvendar).
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Há a
evidência do descaso por parte do ente municipal, e quando não existe
esses problemas citados, o ente federativo se utiliza do clientelismo
como base para concessão da grande maioria dos espaços público/privado e
da regulamentação de tais espaços. Quando falo em clientelismo,
relaciono as crescente doações de alguns locais públicos a interesses
particulares privados que ocorreu em Várzea, que foi uma algo que marcou
a gestão anterior. Ao meu vê conceder locais públicos para fins
privados, movimenta a economia, porém os parâmetro necessários e
conveniente, nunca pode ser o clientelismo, e sim a questão social e
coletividade do ambiente.
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Há a eminente necessidade de se
planejar os vazios urbanos, de uma maneira que privilegie a população, e
não a subutilização para fins eleitoreiros. De uma forma geral, o ente
público é conivente com essa forma de uso indevida do espaço coletivo
quando o mesmo não é o que gera tal situação de forma pensada ou
impensadamente.